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Atividade de interpretação textual e adjetivos - 9º ano

Escola: Nome: Série: Data: Leia o conto: Aquela água toda Era, de novo, o verão. O menino estava na alegria. Modesta, se comparada à que o esperava lá adiante. A mãe o chamou, e o irmão, e anunciou de uma vez, como se natural: iriam à praia de novo, igualzinho ao ano anterior, a mesma cidade, mas um apartamento maior, que o pai já alugara. Era uma notícia inesperada. E ao ouvi-la ele se viu, no ato, num instante azul-azul, os pés na areia fervente, o rumor da arrebentação ao longe, aquela água toda nos olhos, o menino no mar, outra vez, reencontrando-se, como quem pega uma concha na memória. É verdade, mesmo?, queria saber. A mãe confirmou. O irmão a abraçou e riram alto, misturando os vivas. Ele flutuava no silêncio, de tão feliz. Nem lembrava mais que podia sonhar com o sal nos lábios, o cheiro da natureza grande, molhada, a quentura do sol nos ombros, o menino ao vento, a realidade a favor, e ele na sua proa.. O di...

Ilusões perdidas - Honoré de BalzacI

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Escritores estão entre as figuras mais importantes de nossas vidas, ainda assim, todo relato que envolva esse ofício mostra como tudo é árduo nessa área. No início do século XIX não era diferente. Em Ilusões perdidas , por exemplo, Luciano é um rapaz ambicioso que quer prosperar em Paris vendendo seus versos e um romance. Como é difícil figurar entre a sociedade aristocrata, ele começa tendo a proteção de uma mulher mais velha e casada que parece muito apaixonada, faz muitas promessas e o leva para Paris para abafar o escândalo que seria o relacionamento em uma província. Luciano não tem família importante, apenas a mãe tem um bom sobrenome, mas ele não pode usar, ele viaja com as economias da irmã Eva e do cunhado Davi que têm grande adoração por ele. Em Paris, tudo tem preço elevado, mesmo sendo reconhecido por sua beleza, Luciano é menosprezado por suas vestes simples e por não conhecer a etiqueta das pessoas elegantes. Para entrar na roda das pessoas de sua pretendente L...

Atividade de interpretação textual para Ensino Fundamental

A Espada Uma família de classe média alta. Pai, mulher, um filho de sete anos. É a noite do dia em que o filho fez sete anos. A mãe recolhe os detritos da festa. O pai ajuda o filho a guardar os presentes que ganhou dos amigos. Nota que o filho está quieto e sério, mas pensa: “É o cansaço.”Afinal ele passou o dia correndo de um lado para o outro, comendo cachorro-quente e sorvete, brincando com os convidados por dentro e por fora da casa. Tem que estar cansado.  – Quanto presente, hein, filho? – É. – E esta espada. Mas que beleza. Esta eu não tinha visto. – Pai… – E como pesa! Parece uma espada de verdade. É de metal mesmo. Quem foi que deu? – Era sobre isso que eu queria falar com você. O pai estranha a seriedade do filho. Nunca o viu assim. Nunca viu nenhum garoto de sete anos sério assim. Solene assim. Coisa estranha… O filho tira a espada da mão do pai. Diz: – Pai, eu sou Thunder Boy. – Thunder Boy? – Garoto Trovão. – Muito bem, meu filho. Agora vamos pra cama....

Depois da meia-noite, Stephen King

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Nesse livro há quatro contos de Stephen King, ou diria novelas porque não são histórias curtas, como os contos que estamos habituados a ler. São histórias de pessoas normais, no universo normal – divórcio e traição, por exemplo, são temas presentes - que se deparam de repente com o sobrenatural alterando de forma drástica suas vidas. Em Os langoliers , alguns passageiros de um avião acordam de um cochilo e percebem que a maioria dos outros passageiros desapareceu durante o voo, a própria tripulação desapareceu deixando o avião no piloto automático. Para a sorte dos passageiros restantes, há um piloto entre eles e conseguem pousar. Além do mistério de onde foram parar todas as pessoas, há tensão entre eles com brigas internas, decisão de onde pousar, receio de perder compromissos. Mesmo quando finalmente conseguem pousar, a decepção é grande, pois não há ninguém no aeroporto, nem em nenhum lugar, tudo parece deserto e abandonado. Então esses passageiros precisam contornar os...

Atividade de interpretação de texto - 6º ano

Nome: Série: Exercício de Interpretação textual Leia o texto e responda as questões a seguir: O gato Belé Eu adoro dar uma fugidinha de casa. Não que a vovó não condene esse ato e me dê muitas broncas. Mas um gato precisa conhecer o mundo. Não o mundo inteiro, eu quero dizer a minha rua. Tenho muito trabalho aqui fazendo cara feia para gatos intrusos e até cachorros. Todos temem o leãozinho aqui, é só eriçar meus pelos e eles saem correndo. Nessa rua, onde sou o leão, há uma casa bem maior do que a minha, onde sempre vejo alguns pequenos humanos. É claro que eles se apaixonaram por mim. Nessa casa mora Breno, um garotinho gordinho que adora ficar alisando meu pelo. - Vem cá, bola de pelo, você quer morar na minha casa? Ele fala acarinhando, faço charme, deito de barriga pra cima e dou umas mordidas só de leve porque ele ainda parece uma espécie de bebê humano. - Ei, Belé, você quer ser meu gatinho? Por mais que o carinho esteja bom, sei que tenho q...

A Escola serve para quem?

A escola continua sendo tecnicista. Somos como formiguinhas operárias em fila, atarefados  e apressados, como um chão de fábrica que não pode parar. O problema é que não estamos lidando com máquinas, não estamos produzindo peças, nem qualquer conteúdo mecânico, apensar de nós, professores e os alunos muitas vezes sermos vistos como robôs. Lidamos com mentes, conhecimento... o trabalho intelectual não pode funcionar da mesma forma que o industrial. Aulas de cinquenta minutos, células, organelas, outros cinquenta minutos, leia e interprete, tocou o sinal, operações matemáticas. Em que tempo o aluno acomodou os conhecimentos? É simples, não o faz, decora o básico e não reflete sobre o que aprendeu. Não pode parar, conversar, perder tempo com o que alguns pedagogos chamam de atividades bobas, cinco minutos de descontração é muito tempo para ser desperdiçado. Essa escola dificilmente formará cidadãos críticos e líderes com iniciativa. Os professores, em sua maioria, também não estã...

A grande solidão, Kristin Hannah

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Uma marca inconfundível nos livros de Kristin Hannah são as personagens femininas sempre muito fortes lidando com as consequências das guerras dos homens. Em A grande solidão , Leni é uma menina cujo pai está de volta após ter lutado na guerra do Vietnã e a menina e a mãe enfrentam o novo homem que ele é. Cora, a mãe, é uma mulher muito apaixonada que acredita que em nome do amor poderá fazer o marido voltar a ser como era antes, ela segue todas as ideias loucas dele, como se mudar para o Alasca, sem nenhuma preparação para a vida selvagem e o isolamento. No inverno implacável de frio e escuridão, Cora e Leni vão descobrindo que o maior perigo não é o clima e os animais selvagens. Leni não entende a relação doentia dos pais, a resistência da mãe em deixá-lo, mesmo com agressões e medo constantes. Mas o inesperado é que a menina se encontra nesse lugar, se conecta a ele, como jamais aconteceu em outros ambientes, ela aprende a se proteger, a caçar, se apaixona por um cole...