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A Escola serve para quem?

A escola continua sendo tecnicista. Somos como formiguinhas operárias em fila, atarefados  e apressados, como um chão de fábrica que não pode parar. O problema é que não estamos lidando com máquinas, não estamos produzindo peças, nem qualquer conteúdo mecânico, apensar de nós, professores e os alunos muitas vezes sermos vistos como robôs. Lidamos com mentes, conhecimento... o trabalho intelectual não pode funcionar da mesma forma que o industrial. Aulas de cinquenta minutos, células, organelas, outros cinquenta minutos, leia e interprete, tocou o sinal, operações matemáticas. Em que tempo o aluno acomodou os conhecimentos? É simples, não o faz, decora o básico e não reflete sobre o que aprendeu. Não pode parar, conversar, perder tempo com o que alguns pedagogos chamam de atividades bobas, cinco minutos de descontração é muito tempo para ser desperdiçado. Essa escola dificilmente formará cidadãos críticos e líderes com iniciativa. Os professores, em sua maioria, também não estã...

A grande solidão, Kristin Hannah

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Uma marca inconfundível nos livros de Kristin Hannah são as personagens femininas sempre muito fortes lidando com as consequências das guerras dos homens. Em A grande solidão , Leni é uma menina cujo pai está de volta após ter lutado na guerra do Vietnã e a menina e a mãe enfrentam o novo homem que ele é. Cora, a mãe, é uma mulher muito apaixonada que acredita que em nome do amor poderá fazer o marido voltar a ser como era antes, ela segue todas as ideias loucas dele, como se mudar para o Alasca, sem nenhuma preparação para a vida selvagem e o isolamento. No inverno implacável de frio e escuridão, Cora e Leni vão descobrindo que o maior perigo não é o clima e os animais selvagens. Leni não entende a relação doentia dos pais, a resistência da mãe em deixá-lo, mesmo com agressões e medo constantes. Mas o inesperado é que a menina se encontra nesse lugar, se conecta a ele, como jamais aconteceu em outros ambientes, ela aprende a se proteger, a caçar, se apaixona por um cole...

A menina, a guerra e as almas: um pouco sobre contar e ouvir histórias

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Será que estamos perdendo o hábito de ouvir histórias, especialmente acontecimentos sobre nossos antepassados? Lemos muito, assistimos demais, no entanto é quase tudo sobre pessoas e culturas distantes, que de tanto termos contado por esses meios nos aproximamos e o mundo vai virando uma bolha. Mas cada pedacinho da terra tem sua personalidade, a história de famílias, de lideres, costumes... Ler A menina, a guerra e as almas faz pensar no gosto que as crianças tinham em ouvir histórias dos 'antigos'.  O livro A  menina, a guerra e as almas, de Conceição Senna, é um recorte da vida após a guerra de Canudos. A menina é a narradora, então tudo é mostrado pela perspectiva da memória de quando ela tinha entre sete e onze anos e era uma menina muito observadora e boa ouvinte das histórias dos mais velhos, além de ser muito sensível a tudo o que contavam sobre Lampião, Maria Bonita, o Conselheiro. Apesar da pouca idade, Cê sabe que tem de ter senso de responsabilidade para ...

Quotes Meu coração e outros buracos negros

Aviso de gatilho: Esse livro fala sobre depressão e suicídio. "Talvez todos tenhamos a escuridão dentro de nós, e alguns de nós sejamos melhores em lidar com ela que outros." "“A mente é um lugar em si, e nela pode-se fazer um céu do inferno, um inferno do céu.”"   John Milton "Por tempo demais fiz do meu passado meu futuro, com medo de imaginar outra coisa." "Meu corpo é uma máquina eficiente de matar pensamentos felizes." "A verdadeira viagem de descoberta consiste em não buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos. – MARCEL PROUST" "Depressão é como um peso de que não se pode escapar. Ele esmaga você, faz até as menores coisas, tipo amarrar os tênis ou mastigar uma torrada, parecerem uma corrida de trinta quilômetros montanha acima." "Às vezes, imagino que meu coração é como um buraco negro – tão denso que não há espaço para a luz, mas isso não significa que não possa me sugar para dentro dele....

Twittando o amor - Teresa Medeiros

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Uma história de amor nascida de uma conversa despretensiosa no Twitter! Um livro quase inteiro escrito em posts de Twitter. É uma ideia original muito bem desenvolvida em Twittando o amor. A escritora Abby Donovan está em uma crise de inspiração e não consegue sair do capítulo cinco do seu segundo romance, seu primeiro livro foi um sucesso, mas ela precisa escrever outro ou os fãs vão esquecê-la e a editora vai demiti-la, sua agente faz com que ela entre no Twitter para se manter em contato com os fãs e ser lembrada. Abby logo começa uma conversa com Mark Baynard, ele se apresenta como um professor tirando um ano sabático para viajar e escrever seu primeiro livro. Entre muitas referências culturais, mensagens de incentivos para que ela escreva, trocas de descrições das roupas que estão usando, a amizade e intimidade entre eles vai crescendo e nós vamos torcendo pelo casal. A história me lembra um pouco Simplesmente acontece ou Love, Rosie, só que em ritmo muito mais rápido,...

A sede - Jo Nesbo

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Estava em busca de um livro com terror, suspense, o tipo de trama que prende o leitor até o fim e me recomendaram o escritor Jo Nesbo. A dica foi certeira. A sede é o primeiro livro dele que eu li e posso falar que deixou uma ótima impressão para essa leitora que começou seu vício com os livros de Agatha Christie.  Em A sede conhecemos ótimos investigadores, como Katrina e Harry Hole, que serão responsáveis por desvendar quem é o assassino que está agindo como vampiro atacando mulheres. Um homem invade a casa da vítima, a mata com mordidas e literalmente bebe o seu sangue. Um psicólogo o identifica como vampirista, alguém que pode ter vivido um trauma, gosta de sangue humano, mas não tem grandes habilidades de planejamento, no entanto esse assassino representa um desafio, pois suas ações são muito cuidadosas só deixando os rastros que ele quer deixar de propósito. Harry Hole entra na investigação justamente por isso, por ter muita experiência com casos como esse, ele está...

Frases e citações do livro Misto-quente - Charles Bukowski

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"Era bom estar solitário num lugarzinho, sentado, fumando e bebendo. Sempre tinha sido uma boa companhia para mim mesmo." "Que tempos penosos foram aqueles anos – ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade." "Qualquer coisa, qualquer coisa que me salvasse do afogamento desta existência trivial, covarde e estúpida." "Queria algum lugar para me esconder, um lugar em que ninguém tivesse que fazer nada. O pensamento de ser alguém na vida não apenas me apavorava mas também me deixava enojado." "Freqüentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir." "Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito só para você, é maravilhoso." "Não valia a pena confiar em nenhum outro ser humano. O que quer que fosse preciso para estabelecer essa confiança, não estava presente na humanidade....