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Resenha- Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus

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Quarto de despejo é um livro angustiante, pungente como diria a autora Carolina Maria de Jesus. Ele relata uma vida de escravidão mesmo tanto após a abolição. Nossa narradora mora na favela, lugar que não queria considerar como casa, sempre no sonho de viver em uma casa de verdade com os seus filhos. Imagine uma mulher negra sozinha no mundo com seus três filhos, tendo que catar papel de manhã para ter o que comer de noite.  Sendo menosprezada muitas vezes por ser mãe solteira, negra, leitora e escritora em um ambiente onde seus hábitos não são valorizados, ela segue tendo a escrita como forma de registrar os seus sonhos e sentimentos diante de tudo o que acontece na favela.   Na favela, Carolina conta como são rodeados pela fome, sujeira, violência, falta de entendimento entre os moradores. No começo do diário percebe-se alguma esperança em mudanças no país, o que logo é substituído por revolta e críticas aos políticos que viram as costas para a pobreza depois que...

Livros e mais livros

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Aqueles livros que me deixaram só na vontade até agora porque não tive tempo de ler. Primeiramente gostaria de adiantar que estou na metade do segundo volume de As crônicas de gelo e fogo. Nem eu mesma sabia que gostava tanto de livros de fantasia, por isso está sendo uma grande descoberta. Estou lendo também 365 dias extraordinários, é uma alegria começar o dia com um dos preceitos. Esses abaixo são simplesmente livros que eu namoro e fico foleando nas bibliotecas das escolas onde leciono, tento conhecer ao máximo para indicar aos alunos e também para minha própria formação. Fico querendo ler tudo ao mesmo tempo nas bibliotecas e tenho pena dos alunos que ainda não descobriram a magia que existe nesses lugares. São tantos bons que eu poderia fazer um tour, mas só pensei em tirar essas fotos, talvez depois eu poste, conforme eu for conseguindo ler. Que saudades dos meus tempos livres.

As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos ( George R.R. Martin)

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A guerra dos tronos, eis uma coleção de livros que comprei por impulso e acabei largando por um tempo, até que resolvi começar e se tornou impossível parar. A cada página mais encantada com os personagens, a escrita, mais admirada com a honra de Ned Stark, mais irritada também com essa honra, mais em estado de ódio com os Lannister, eu nunca quis tanto a cabeça de personagens. A torcida é grande para que os Stark não morram todos e voltem a ser uma família feliz em Winterfell. Entretanto, eu assisti à série até a quarta temporada, já sei bastante do que vai acontecer. A série não me prendeu tanto, achei confuso conhecer e entender todos os personagens e suas casas, mas o livro eu tenho acompanhado melhor. Os Starks são meus favoritos, mas também gosto muito de Daenerys, pena que até aqui, ela está muito afastada dos outros. Os Starks parecem uma família feliz e pacífica, o símbolo deles é um lobo, e eles encontram uma loba gigante morta, mas cujos filhos recém-nascidos estão viv...

Atividade de interpretação 8º ao 9º anos - Medo da Eternidade - Clarice Lispector

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: - Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa. - Não acaba nunca, e pronto. - Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a...

Será que a Educação ainda vale a pena?

Eu queria falar um pouco sobre algumas conversas que tive com profissionais mais experientes nesse meu duro ano de dupla jornada. Eu aprecio muito a opinião desses profissionais, que estão em sala de aula testando e experimentado, não os que estão ‘fora de sala’. Para esses últimos tudo poderia ser um mar de rosas e disciplina se os professores se esforçassem mais, se dominassem os alunos, se mantivessem os estudantes como robôs dentro da sala sempre de caderno aberto, boca fechada e esperando o próximo comando. Seria muito fácil pra nós, se assim fosse, mas alunos são seres humanos também, eles precisam sair pra alguma necessidade, que nem sempre é física, ás vezes precisam mesmo de um momento pra ‘respirar’ e relaxar.  O que me parece é que alguns coordenadores e diretores de tanto não suportar mais estudantes não querem nem vê-los em algum lugar que não seja a sala. E o professor fica no meio de ambos, tentando entender os dois lados e sendo criticado duplamente. O que é no...

Leitura de Agosto

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Eu queria muito voltar a fazer aquelas listas lindinhas com vários livros lidos no mês, mas a verdade é que essa vida de professora é tão exaustiva que, logo nós, não temos tempo pra ler. Não mesmo. Nem livros da nossa área. É ler ou sobreviver. Mas também não quero fazer um post sobre coisas negativas, não. Apesar de todos os pesares, consegui ler metade do primeiro livro de A guerra dos tronos e estou gostando muito mais do livro do que da série, que parei na quarta temporada.   Claro que pretendo terminar de ler logo e fazer um post ou um pequeno vídeo. Espero ler todos os livros e só depois voltar a ver a série.

O conto da Aia - Margaret Atwood

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O conto da aia é uma distopia que mostra um mundo horrível para as mulheres. Nossa protagonista tem sua vida roubada literalmente. Sua conta bloqueada, impedida de trabalhar, como outras mulheres. As mulheres devem viver realizando funções que realizariam talvez na Idade Média, idade das trevas. Os agentes do poder dão um jeito de obter mulheres férteis anulando segundos casamentos ou qualquer relacionamento que eles consideram inapropriado, assim tendo essas mulheres como prisioneiras treinadas para gerarem. Após uma época de contraceptivos e outras substancias poucas mulheres conseguem gerar filhos saudáveis. Há uma dificuldade em se gerar bebês saudáveis e muitas servem como barriga de aluguel, apenas um útero com pernas, moram na casa dos Comandantes, obedecem às esposas deles e têm dias marcados para copular e gerar o filho que será do casal. O romance de Margaret Atwood é narrado em forma de diário por uma protagonista, que nunca revela seu nome. Ela vivia com o mar...