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Livros novos

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Novos amores A culpa é das estrelas porque está na mídia,  de cara o enredo não parece muito original ou sofisticado, mas o livro tem sido tão falado que chamou-me a atenção. Não vou criar altas expectativas, apenas que seja uma boa estória (história?). A criação Literária , porque é obrigação da faculdade e estudar literatura não deixa de ser uma alegria extra. Falta chegar Lolita , outros misto de alegria com obrigação. Vão fazer companhia aos antiguinhos:

Ariano Suassuna em Ferreiros

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Ver e ouvir Ariano Suassuna de pertinho foi uma emoção indescritível. Quando soube que ele estaria em uma cidade pertinho da minha, fui correndo pra lá, foi um momento de cultura especial para mim e todos que estavam presentes. Ele falou de cultura popular, sobre a valorização de certos grupos pela mídia, e apresentou-nos o que realmente é a boa música e dança, ficávamos deslumbrados com sua presença e opinião, mesmo que eu não concorde em todos os pontos, não tenho como não admirar sua coragem de falar na cara do que gosta e não gosta. A foto que tirei com ele ficou na câmera de alguém  que não me enviou depois, :( mas com certeza o que importa é o momento que nunca esquecerei. Ariano será o homenageado da minha turma na faculdade, então imaginei-me contando isso pra ele, falando sobre seus textos e frases que escolhemos para nos representar, na imaginação que escrevo não teria seguranças, nem outros fãs querendo chegar perto dele e eu teria uma foto linda pra recordar. Como não d...
Dos teus mais fortes desejos sairão as tuas maiores lágrimas. ***** Estava pensando nisso quando peguei meu livro e deparei-me com esse trecho: "Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na ideia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?" Guimarães Rosa ( Grande Sertão: Veredas).

Viagens de Gulliver - Jonathan Swift

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Análise e Resenha do livro Viagens de Gulliver Baixar Grátis Viagens de Gulliver em pdf  Domínio Público        Viajando pelas terras fabulosas que Gulliver encontra, descobrimos com ele o pior lado do ser humano, Viagens de Gulliver , ou  Viagem a diversas e remotas nações do mundo em quatro partes por Lemuel Gulliver, médico e depois comandante de vários barcos , de Jonathan Swift  é um livro para colocar em dúvida tudo que chamamos de civilização. Existem muitas versões infantilizadas desse livro, mas o original não tem nada de inocente, é uma critica ferrenha à sociedade, à Europa da época em que foi escrito e pode perfeitamente ser encaixado na atualidade, visto que evoluímos moralmente quase nada de lá para cá. Gulliver é um médico que, em suas viagens marítimas, sempre acaba naufragando ou de alguma forma indo parar em terras fantásticas, a primeira delas é Lillipute, onde os habitantes são como humanos em miniatura, um homem é do tamanho de um ...

Criado-mudo (Conto)

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      Eu a via todos os dias, era meio seu melhor amigo e maior companheiro, assim que entrava no quarto, olhava para mim e vinha em minha direção. Uma vez um livro que estava em cima de mim disse que aquela atenção era toda para ele, quem ia perder tempo com um velho criado-mudo? Pois ele se foi, foi substituído por outro livro enquanto eu continuo aqui, não me leve a mal, tive pena dele, mas também tenho meu amor-próprio. Ela era jovenzinha quando me ganhou, eu pertencia a sua tia. Fui para seu quarto que, à época era paupérrimo. Ela ficou toda feliz, passava a maior parte do dia no quarto comigo. Quando mudou de casa, me trouxe junto, sou uma relíquia da família, uma lembrança da tia falecida. E desconfio que sou uma lembrança dela também, da pessoa que foi uma dia porque agora é outra, mas eu sei que sente saudades, já a vi chorando perto de mim, hoje em dia isso é raro, ela aprendeu com a vida e com as pessoas do mundo a disfarçar o que sente e de tan...

Citação

[...] "Fato: não me sinto confortável em festas. Aniversários, formaturas, jantares, bota-foras, bailes de casamento, anos-novos, baladas, orgias (embora ainda não tenha participado de uma, sei que vou pôr defeito em tudo). Não consigo fugir de me sentir meio mongol nessas situações, e normalmente passo a noite parado num canto, abraçado num pilar feito um ursinho coala que esqueceu de tomar o anti-depressivo e só quer voltar o quanto antes para seu galho na árvore. Fico ali, matutando pensamentos darwinianos e admirado com o potencial que as pessoas tem para ser frívolas, esnobes e dissimuladas." http://www.julietenuncamais.com.br/2013/04/046-e-12.html
Nasci num tempo de tamanha violência. Orfeu chegou a comover as feras com sua lira e eu não consegui comover nem o Astronauta. Enfim, um gato é um gato mas como gostaria de mandar minha palavra de equilíbrio, de amor ao mundo mas sem entrar nele, é  lógico. Ficar de fora, mantenha distância, diz aquele ônibus bufando tanto pelo traseiro que não fico atrás nem um minuto. Detesto guiar, entrar nas engrenagens. Nas besouragens, diz a Aninha. Enredos. Bom é ficar olhando a sala iluminada de um apartamento lá adiante, as pessoas tão inofensivas na rotina. Comem e não vejo o que comem. Falam e não ouço o que dizem, harmonia total sem barulho e sem braveza. Um pouco que alguém se aproxime e já sente odores. Vozes. Um pouco mais e já nem é espectador, vira testemunha. Se abre o bico para dizer boa noite passa de testemunha para participante. Lygia Fagundes Telles in As Meninas (Lorena).