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O ano em que disse SIM ( Shonda Rhimes)

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No livro O ano em que disse SIM, Shonda Rhimes, autora de Greys Anatomy, Scandal, entre outras séries, a dona das noites de Quinta na televisão, fala de sua trajetória e mostra que as mulheres poderosas não nascem assim, elas se controem. Shonda se considerava uma pessoa introvertida, com dificuldade para dizer o que pensava e se impor fora do trabalho, do seu mundo de invenções. Porém, desafiada por sua irmã, em 2015 resolveu dizer sim a todos os convites desafiadores, envolvendo discursos, apresentações, programas imporranimp que a deixavam ansiosa, em Pânico por tudo que poderia dar errado. Quanto mais ela se desafia, mais forte descobre que é, como mulher, escritora, amiga, mãe, companheira. Ela fala sobre como as mulheres devem parar de se desculpar por por fazerem sucesso e simplesmente reconhecer que são incríveis e saber receber os elogios. Diante do sucesso, Shonda Rhimes também teve que aprender a dizer não para pessoas aproveitadoras e falsos amigos que só queri...

O racismo de Munik - BBB

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Eu não assisto BBB, por isso não opinaria em nada sobre a competição dos participantes. Mas o que eu vi sendo divulgado no Twitter foi uma garota exibindo o seu racismo enraizado como muitas pessoas fazem diariamente. Munik, ao ver a pia cheia de pratos sujos, disse que eles não têm empregados, eles não têm um negro para fazer isso. E fazendo a tarefa doméstica, ela sentiu-se a negra do BBB. Eu entenderia se ela usasse o termo 'escravo', mas ela deveria saber que 'negro' não é mais sinônimo de escravidão há muito tempo, embora, sim, provavelmente alguma pesquisa pode comprovar que a maioria dos empregados domésticos são mulheres negras. Mas ela usou isso de uma forma depreciativa. Os fãs defendem a moça porque ela tem um amigo negro e certamente porque esse tipo de racismo acontece todos os dias embaixo dos nossos narizes e nós estamos acostumados. Não é vitimismo, eu me sentiria incomodada se eu estivesse naquela cozinha e ouvisse isso, porque sutilmente estaria signif...

Leitura: Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie

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Por mais severo que seja o tempo, ele não pode apagar um verdadeiro amor, ele não pode mudar o que nós realmente somos. Antes de ler Americanah, eu li alguns comentários sobre como o livro trata o feminismo e principalmente a questão racial, foi isso que levou-me a lê-lo depois que eu descobri a sua existência graças a uma postagem de Taís Araújo no Instagram ( Realmente, obrigada Taís!). Mas depois de ler, eu estou surpresa que os leitores não ressaltam a incrível história de amor entre Ifemelu e Obinze. As primeiras páginas são uma grande descoberta, o blog de Ifemelu, a forma que ela fala com propriedade sobre as discrepâncias raciais. Como mulher negra eu soltava um suspiro a capa página com o pensamento de que finalmente eu encontrei alguém que me entende no mundo. Mas isso não é o suficiente, sempre há o risco de um romance ser engajado e não ser engajador, Chimamanda fala sobre o que eu sinto e da forma que eu sinto. Profunda, mas com clareza, eu cansei desses escritores tão...