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Resenha: A cor púrpura - Alice Walker

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Há algum tempo eu venho rejeitando os livros que estão ao meu alcance. Histórias de amor, ou focadas em problemas existenciais de mulheres brancas da classe média ou alta. Eu procurava ler sobre os excluídos, os sofridos. Já falei também quando percebi que nós, mulheres negras, estamos excluídas da literatura e diria que os negros em geral estão. Parece uma coisa tão óbvia, mas tenho certeza que todos demoram para enxergar. O que eu procurava estava bem na minha frente, em um livro muito mais duro do que o que eu estava preparada para ler. Eu ainda quero ler livro com personagens negros que não tenham sua vida marcada pela cor, que sejam 'pessoas normais', mas talvez essa ainda não seja uma realidade geral. A cor púrpura de Alice Walker, 1982, é um romance em forma de cartas. Primeiro Celie escreve para Deus contando detalhes de sua triste vida que se torna mais lamentável pelo seu caráter. Ela aparenta não ter forças, talvez nem vontade suficiente para lutar contra os abusos ...

Crise e questionamentos

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 ( Voltando a postar crônicas, eu pretendo escrever algumas inspiradas em nosso dia a dia, vida moderna, etc. Fiquei pensando aqui, por que todo mundo só escreve sobre dor-de-cotovelo? Sim, vou ser a variante. ) Sentindo-se pressionada pelo pouco tempo para finalizar um artigo e planejar uma apresentação brilhante, ela resolve ou não resolve, mas não resiste a entregar-se ao exercício de repensar a vida. Não normalmente como fazem as outras pessoas, mas embalada pelo momento, faz isso desesperadamente, perdidamente, como alguém que está prestes a morrer e precisa de uma ideia urgente para se salvar. - É só uma apresentação, mais um leão entre tantos que eu sempre tenho que matar e no fim saio viva e vitoriosa. Ela tenta se convencer, sabendo que a angústia do medo agora é maior que o alívio da vitória. E não consegue não querer encerrar tudo. Mas a avaliação é só mais um estopim. Algo para mostrar que está no caminho errado. - Queria apagar tudo e começar de novo. O artigo e a vid...

A última

Eu sei que nada é para sempre, mas pensei que podia escolher o meu para sempre. Tudo bem, foi mais um engano, já são tantos que não vai me abalar. Desculpe, mas não vai me abalar. No fundo, devo pedir desculpas a mim porque só eu me importo, mesmo que seja pouco. Ainda é pro meu lado que a corda arrebenta. Eu vou guardar o que eu puder porque gosto de colecionar o passado, qualquer lembrança pra onde eu possa correr de vez em quando e lembrar quem nós fomos um dia.

O poder dos quietos - Susan Cain

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As pessoas introvertidas vivem sufocadas em um mundo dominado pelos extrovertidos. Não é novidade para ninguém que o ‘parecer’ é muito mais valorizado que o ‘ser’. O poder dos quietos prova que há uma subestimação daquilo que um introvertido é capaz de fazer. Todo introvertido já cansou de ouvir o quanto precisa mudar se quiser obter algum sucesso na vida. Você não precisa estudar, se esforçar e ser eficiente, você só precisa fazer com que os outros acreditem que você fez isso tudo, se você souber falar vão te dar valor, se não souber, nem adianta se esforçar porque dificilmente vão perceber. Desde os tempos da escola somos encorajados a trabalhar em grupo, apresentar seminários,etc. Não é só uma questão de socializar e viver bem com os outros, é uma luta para ver quem consegue se destacar mais, aparecer mais. Em entrevistas de emprego para qualquer tipo de cargo também procuram os mais extrovertidos. A sociedade criou uma ideal de personalidade que deve ser perseguido po...

Mais uma sobre livros

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Tenho um problema com tags e memes, quando me indicam eu não gosto e finjo que não vi, quando eu gosto ninguém me indica e eu tenho que roubar, porque pelo menos aqui eu tenho que ser desinibida. Já faz tempo que leio esse em vários blogs e agora resolvi responder, O último blog em que encontrei foi em O céu de Alexandria. 1.Vox Populi (um livro para recomendar a toda a gente) Acredito que  O Cortiço de Aluízio Azevedo é uma leitura obrigatória para os brasileiros, não por motivos de escola ou vestibular, mas pela própria necessidade de se conhecer mais as nossas raízes. Pode ser que ele tenha uma visão um tanto estereotipada, mas lembrem-se que o livro trata justamente não de indivíduos, mas de um conjunto, o cortiço da obra é quase um organismo vivo. É um livro que tem sua parte divertida, a alegria das pessoas simples, o suor dos trabalhadores, a batalha diária.  Não consigo pensar em Bertoleza sem ter vontade de chorar. 2. Maldito Plágio (um livro que gostar...

Tag : Feitiço Harry Potter

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Não é sempre que eu gosto de tags, mas algumas realmente merecem ser respondidas. Essa eu encontrei no blog Universo Adolescente e resolvi copiar na cara-de-pau-porque-ninguém-me-convidou.. A TAG foi criada pelo canal Turtle Sympathy e traduzida pelo Leitora Voraz. 1. Expecto Patronum: Um livro relacionado a boas memórias da sua infância É muito difícil escolher porque quase todos estão relacionados a boas memórias, mas esse foi o primeiro que me veio a cabeça porque lembra a infância. É um dos primeiros livros que eu lembro de ter lido e eu fiquei tão encantada com Caio Fernando Abreu, com o estilo que ele escreve, era como se estivesse conversando comigo, ele foi meu amigo de infância, imaginava até a voz dele, muito doce e jovem. 2. Expelliarmus: Um livro que te pegou de surpresa   Pensei nesse porque ele fala sobre a cultura japonesa, faz muitos anos que li, estava doente e sem nada pra fazer e a bibliotecária da cidade escolheu este pra enviar pra mim. A história é sob...

Homem invisível – a invisibilidade do negro

Esse livro foi mais um dos que eu não tive tempo de ler na faculdade, mas me toquei pela forma que meus colegas apresentaram um seminário sobre ele, foi diferente, eles estavam envolvidos, emocionados ao falar do enredo e eu sabia que tinha que ler. O personagem principal dessa história nunca revela seu nome. Porque ele é invisível, ou o fizeram acreditar nisso, numa invisibilidade, como uma total falta de importância e uma forma de lutar. Como negro, de origem pobre, ele não é absolutamente ninguém. Logo no começo de sua jornada, ela ainda não sabe disso, aliás, ele nem tem consciência da anormalidade que é os negros não serem ninguém diante dos brancos. No Sul dos Estados Unidos, não muito tempo depois da escravidão. Ele acha que precisa fazer tudo certo, estudar, ser esforçado, mostrar aos brancos e aos negros poderosos que ele é diferente dos outros negros Eu era ingênuo. Estando em busca de mim, perguntava a todos, menos a mim mesmo, as perguntas que eu, e só eu, poderia responder...