O conto da aia é uma distopia que mostra um mundo horrível para as mulheres. Nossa protagonista tem sua vida roubada literalmente. Sua conta bloqueada, impedida de trabalhar, como outras mulheres. As mulheres devem viver realizando funções que realizariam talvez na Idade Média, idade das trevas.
Os agentes do poder dão um jeito de obter mulheres férteis anulando segundos casamentos ou qualquer relacionamento que eles consideram inapropriado, assim tendo essas mulheres como prisioneiras treinadas para gerarem. Após uma época de contraceptivos e outras substancias poucas mulheres conseguem gerar filhos saudáveis.
Há uma dificuldade em se gerar bebês saudáveis e muitas servem como barriga de aluguel, apenas um útero com pernas, moram na casa dos Comandantes, obedecem às esposas deles e têm dias marcados para copular e gerar o filho que será do casal.
O romance de Margaret Atwood é narrado em forma de diário por uma protagonista, que nunca revela seu nome. Ela vivia com o marido e a filha, então seu casamento é considerado ilegal, logo após ser proibida de trabalhar, ela não sabe aonde e como estão seu marido e sua filha. É considerada uma possível boa Aia, pois já foi mãe de um bebê saudável. Primeiro ela é preparada para a função, junto com outras mulheres, em uma instituição governada por mulheres chamadas As tias.
Depois ela vai para a casa do Comandante, onde é recebida pela esposa e deve manter relações com o comandante, apenas após uma cerimônia e em condições previamente estabelecidas, o prazer não é permitido ou estimulado, tudo o que importa é a fecundação.
Sua rotina é minimamente acompanhada e vigilada, só podendo sair para realizar suas funções acompanhada de outra Aiá, previamente escolhida e sob forte vigilância dos Olhos.
Tudo é narrado por ela, até que ao final, há uma parte bem interessante onde seu diário é analisado por estudiosos do futuro que tentam entender o que se passava nessa Era.
É um livro realmente interessante, que está em bastante destaque nesses dias, apesar de ter sido escrito em 1985. É dá para entender o interesse em torno dele, embora algumas partes sejam difíceis e lentas, o leitor pode ficar impaciente de entender o que está acontecendo, as explicações demoram a chegar, mas vale a pena ter calma e esperar para ver.


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